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História da Ingredient Odyssey

A Ingredient Odyssey. Lda (IO). é uma empresa fundada a 4 de Março de 2014 e que tem a I&D no seu DNA, sobretudo no desenvolvimento da EntoGreen (EG) (marca registada da IO que muitas vezes é apresentada como o nome da própria empresa.

Plugin: Vídeo - Youtube Entrevista

A ideia de iniciar este empreendimento e de se lançar um projeto empresarial ambicioso, e que na altura tinha pouca aceitação, começou alguns anos antes quando, ainda durante o seu doutoramento, Daniel Murta (CEO e responsável de I&D na IO) teve contacto com um vídeo online que apresentava uma ideia disruptiva pelo menos no hemisfério Norte: comer insetos (Why not eat insects). Estávamos em 2011 e o Daniel apresentou logo o desafio ao David, seu irmão, para iniciar um projeto empresarial.

Plugin: Vídeo - TED: Why not eat insects

Assim, o projeto começou com a motivação destes dois irmãos em contribuir para a sustentabilidade ambiental da produção alimentar, desenvolvendo alternativas proteicas para a alimentação humana. No início o objetivo do projeto era investigar como produzir novas fontes nutricionais para a alimentação humana à base de insetos, tendo escolhido o Tenebrio Molitor (TM) como o inseto ideal para preparar estas alternativas.
A partir daí surgiram os primeiros contactos com incubadoras de empresas e centros de investigação e desenvolvimento, tendo-se multiplicado contactos tanto com entidades oficiais como com stakeholders do mercado alimentar.

Inicialmente a ideia e o projeto não tiveram uma boa aceitação por parte das várias entidades contactadas parecendo claro que o mercado e a cultura ocidental não estavam preparados para uma alteração disruptiva nos seus hábitos alimentares.

Contudo, graças à resiliência e tenacidade dos promotores foi possível dar os primeiros passos no desenvolvimento de uma colónia de insetos e começar parcerias com centros de investigação. Umas das primeiras parcerias surgiu com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) em 2013, parceiro central do projeto EntoGreen desde então.
O primeiro projeto submetido em conjunto focava-se em fontes proteicas alternativas para a alimentação animal (Genetics and nutrition and alternative feed resources for terrestrial livestock production, SFS-01a-2014) e foi submetido no início de 2014 no âmbito de uma candidatura do Horizonte 2020 liderada pela Universidade de Milão e envolvendo várias entidades de diversos países, dentro e fora da Comunidade Europeia.

Foi a participação nesta candidatura que levou à criação da empresa no início de 2014 e que levou à instalação da produção de insetos da Ingredient Odyssey no INIAV, onde tem estado instalada desde então.
Apesar da candidatura ao H2020 não ter tido sucesso a IO continuou a trabalhar em conjunto com o INIAV no desenvolvimento do projeto tendo, em simultâneo com a investigação na criação de insetos, promovido o contacto com várias empresas interessadas em encontrar tanto soluções nutricionais alternativas como solução para subprodutos vegetais, trazendo a economia circular para o sector agroalimentar.

No início de 2015 o INIAV foi contactado por um outro empreendedor que demostrava interesse na área dos insetos, o Rui Nunes.
Havendo um grupo e empresa a trabalhar no Instituto, a Doutora Olga Moreira, sua Diretora, decidiu promover a reunião da IO com este novo empreendedor por forma a perceber se as linhas e objetivos eram similares e poderiam resultar na junção de ambas.

De facto, o Rui tinha uma ideia completamente diferente da que vinha a ser trazida pela IO. A sua ideia original seria utilizar os insetos como ferramenta na mitigação de impactos ambientais, nomeadamente pela valorização de efluentes agropecuários, para que os mesmos fossem mais rapidamente convertidos e aumentar a sustentabilidade ambiental das explorações pecuárias. Para isso previa a utilização da Mosca Soldado Negro, Hermetia illucens (BSF), um inseto oriundo da América do Sul mas já presente por todo o mundo e que é caracterizado por uma enorme capacidade de converter matéria orgânica de forma acelerada.

Assim, a única coisa que ambas as iniciativas tinham em comum era a utilização de insetos, que nem tão pouco eram da mesma espécie. Contudo, da reunião de ambas as ideias, foi possível desenvolver uma nova linha de investigação e desenvolvimento: a utilização dos insetos como ferramenta na valorização de subprodutos vegetais e na nutrição animal e vegetal.
Nessa altura foi introduzido nos processos de I&D uma nova espécie de inseto, a Mosca Soldado Negro, uma mosca que tem grande capacidade de valorização de subprodutos em decomposição e assim alargando o espectro de subprodutos passíveis de valorização.

Assim, em setembro de 2015, o Rui Nunes entrou para a estrutura societária da Ingredient Odyssey.

Assim, além dos trabalhos de I&D realizados na valorização de subprodutos com TM, desde 2015 que o foco da EntoGreen passou a ser a utilização da BSF, linha que foi então também incluída na proposta de candidatura ao PT2020 que estava em desenvolvimento.
Como resultado dos trabalhos decorridos em 2015, o início de 2016 foi marcado pela submissão de uma candidatura ao PT2020, o projeto ENTOVALOR (POCI-01-0247-FEDER-017675), projeto em co-promoção liderado pela IO e que envolve mais três empresas (Agromais, Rações Zêzere e Consulai) e um centro de investigação (INIAV).
Este projeto, aprovado em Agosto de 2016, moveu grande parte do esforço de I&D da IO, tendo dado um contributo inegável ao seu desenvolvimento e afirmação.

Apesar do termino do projeto EntoValor, em Dezembro de 2019, a EntoGreen continuou a desenvolver trabalhos na área e conseguiu iniciar o processo de construção de uma unidade bioindústrial na qual será possível converter 36.000 toneladas de subprodutos vegetais em milhares de toneladas de produtos finais derivados do processo desenvolvido ao longo deste projeto.

Porém, o papel da I&D na história da IO não termina com a implementação da primeira unidade bioindústrial nascida do conhecimento gerado. A aposta da Ingredient Odyssey continua a ser muito forte em I&D, sendo esta a pedra basilar do nosso crescimento e evolução, pelo que a IO desenvolve agora novos projetos com biotecnologias inovadoras, na expectativa de deixar a sua marca na sustentabilidade ambiental em Portugal e no mundo.